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Espelhos

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Antes de tudo, gostaria de fazer uma pergunta.

O que você vê quando se olha no espelho? 

Se me fizessem essa pergunta alguns anos atrás, daria uma resposta curta: “Um monstro”.

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Hoje, essa resposta seria bem diferente. Responderia que sou uma mulher. Com meus defeitos, com qualidades e que merece ser amada da forma que sou. Não estou tão feliz com meu peso, então é algo que vou mudar para ter uma qualidade de vida melhor, pois alguns problemas de saúde começaram a aparecer. Mas, me olhar no espelho está mais fácil. Aprendi a valorizar as coisas boas e não as ruins. Aprendi que somos quem somos e que as pessoas devem gostar de mim pelo que sou, não pela minha forma física.

Gostaria de voltar no tempo e encontrar com o meu eu e falar que tudo iria dar certo, que as pessoas que sempre me julgaram e humilharam, não tiveram amigos de verdade, ou eram crianças demais para entender certas coisas, ou, até mesmo, não tinham pais que mostravam o certo e o errado e que ensinavam a respeitar o próximo.

O que eu quero dizer com tudo isso, é que pessoas são más, mas nós podemos ser piores do que qualquer outra pessoa para nós mesmos. Quando nos olhamos no espelho e falamos que somos um monstro, tornamos isso real. Viramos realmente um monstro. Como que alguém irá gostar de nós, se nem nós mesmo não nos amamos?

A verdade é que, as pessoas refletem o que nós enxergamos, o que sentimos e pensamos. Lembrem-se que atraímos para nós o que pensamos. Precisamos estar, literalmente, apaixonamos por nós mesmo, para que outras pessoas se apaixonem. E não falo isso só de uma forma romântica, mas de amizades também.

 Sei o quanto isso é difícil, levei anos para entender esse meu lado. Anos evitando de tirar foto, anos evitando de fazer amigos e de me aproximar. Anos mais não me amando. Mas quando quebramos esse estereótipo pessoal, deixamos que a borboleta que estava trancada em um casulo escuro e sufocante, enxergasse o mundo como ele realmente é: “Colorido e maravilhoso“.

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Estava procurando um vídeo, até que vi em uma postagem da Bianca Briones. E é exatamente isso que sinto, e que acho que todos deveriam sentir também. É uma cena do sétimo episódio, da segunda temporada de “My Mad Fat Diary”. Tem legendado aqui.

E agora, o que falaria para seu eu? A resposta ainda seria a mesma? Caso a resposta seja a mesma e ruim, vamos trabalhar e mudar isso? Vamos encontrar o amor que queremos que outros encontrem em nós mesmos?

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Lari Azevedo
Larissa Azevedo, ou apenas Lari, nasceu em 1988, na cidade de São Paulo, onde ainda reside. Desde pequena é apaixonada por arte, cores e literatura. Formada em Design Digital, é diretora de arte em uma agência de Comunicação. Além disso, é colaboradora do blog Burn Book e, como fuga, lê todos os livros que pode, escreve e brinca no Photoshop nas horas livres.

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