O MEIO EDITORIAL NÃO MORREU! TENHO PROVAS!

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[MEUS DESABAFOS 02]

Hoje não é sexta-feira, mas vai ter texto reflexivo S I M! Como semana passada não teve desabafo, e nem a outra por motivos de: não tive tempo mesmo. Essa semana terão dois. Isso mesmo! DOIS! Dois textos? Dois textos. (Leia com temática/sonoridade do meme dos três reais, se você não sabe qual, dá uma jogadinha no youtube.)

O debate de hoje é sobre o mercado editorial. Para quem não sabe, sou escritora e veja bem… é um mercado que dizem está em declínio e em plena morta. Mas não é bem assim, acontece que o mercado editorial é uma linha de produção, existe o autor, a editora, o marketing da editora, as livrarias e o marketing das livrarias. E esses dois últimos estão em uma batalha interna enorme. Não sabem por onde caminhar, e sequer querem ajuda externa.

Eles não aceitam que o mundo mudou, não aceitam que o consumo literário inovou e não querem caminhar junto com essa inovação. Continuam culpando empresas online pelas suas faltas de vendas e pelas suas quebras de orçamento.  Mesmo quando a verdadeira culpada são elas mesmas.

No meu ponto de vista, isso se dá ao orgulho de assumir que é preciso abrir mão de algo cultural e crescer. Fazer projetos novos, pesquisar mercados externos e até mesmo arriscar e correr o risco de fazer coisas doidas para ir atrás de novos clientes e/ou até mesmo resgatar os antigos que foram sugados pela concorrência. Entender o motivo pelo qual esses clientes optaram em comprar online, optaram em esperar dias para receber seu tão desejado livro, sendo que poderia tê-lo em mãos quando fosse na livraria física. Investir em marketing direto mesmo, conhecer o seu público. As vendas aumentaram muito nos últimos anos, e a interação com editoras, autores também. O público jovem quer adentrar esse mundo, quer saber quem são e quer estar próximo cada vez mais desse universo.

Outro ponto muito importante, é transformar a experiência do usuário tão única, que comprar fisicamente seja incomparável, que ele não poderia abrir mão de comprar na loja. Porém, eu mesma tenho evitado o contato físico, pois não tenho sido muito bem atendida em lojas de forma geral que tenho ido. Fora o preço absurdo em livros que pagaria pelo menos a metade em lojas online.

E livrarias, os leitores querem um universo único, querem viajar para dentro dos livros! FICA A DICA.

Entenda seu consumidor, entenda o que ele quer! Tenho certeza que assim, vocês vão poder crescer novamente. Parem de olhar a grama digital do vizinho, e olhem para a grama real de vocês.

E hoje é isso! Sexta tem mais, e o assunto já está quase pronto… o tema vai ser meio, er… engraçado e polêmico, confesso.  Até lá.

Ajudem compartilhando <3

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Lari Azevedo

Larissa Azevedo, ou apenas Lari, nasceu em 1988, na cidade de São Paulo, onde ainda reside. Desde pequena é apaixonada por arte, cores e literatura. Formada em Design Digital, é diretora de arte em uma agência de Comunicação. Além disso, é colaboradora do blog Burn Book e, como fuga, lê todos os livros que pode, escreve e brinca no Photoshop nas horas livres.

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