Marca pede que tire cadeirantes de ação, agência tira cliente do vídeo.

Ainda existe esperanças no fim do túnel. Principalmente quando vemos um caso como esse, onde a agência tira o cliente do próprio projeto, por não concordar com eles.

faltam menos de 7 dias para o dia dos namorados e diversas campanhas e ações já estão rolando pelo país. Mas, uma delas em especial é um vídeo, que deveria ir ao ar no site Razões Para Acreditar, que é uma agência de conteúdo. Mas a ação virou uma razão para não acreditar no mercado publicitário quando, na semana passada, o cliente pediu para retirar cadeirantes do vídeo. 

O clipe, com o tema “Toda a forma de Amar”, nele veremos casais reais e diversos, incluindo héteros, gays, lésbicas, pessoas altas que namoram baixinhos, deficientes auditivos, cadeirantes e motoqueiros. Porém, em pleno séc XXI a empresa pediu para que fosse retirado todos os cadeirantes. E a justificativa? Bom, é a de que poderíamos confundir e associar “gays a deficiência” (OI???)

E a agência tinha duas saídas, cortar os cadeirantes ou seguir sem o cliente.

Mas, os criadores do Razões Para Acreditar, Marcelo Sampaio e Vicente Carvalho, decidiram bater de frente e dar um belo adeus para o cliente e, junto, o dinheiro da marca. Eles rebatem a surreal justificativa do cliente dizendo que “inclusão é o caminho e o amor tem sim diversas formas” e falando que “acreditamos também na inteligência do nosso público em não fazer uma associação dessas, que é completamente infundada”.

Mas a esperança pode ser ainda maior se pudéssemos ajudar a agência a rodar esse projeto maravilhoso. Então parem tudo o que estão fazendo e clique aqui para contribuir.

Veja abaixo o vídeo dos dois explicando o motivo da criação do financiamento coletivo e mostrando alguns dos casais no vídeo.

Marcelo Sampaio não revela o nome do cliente, mas diz que é “um grande player do mercado de venda de flores online”. Ele também diz que escolheu o crowdfunding como alternativa “porque decidimos fazer esse vídeo acontecer de qualquer forma” e que “falar de diversidade está na moda, e mostra que a marca se preocupa. Mas na hora de colocar o cadeirante no filme, temos problemas estéticos e mensagens subliminares”. Ele completa dizendo que o vídeo ainda pode receber apoio de outras empresas: “se alguma marca se interessar, estamos abertos”.

(Créditos: Bueno Filmes e entrevista do B9.)
Vi lá no b9
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