Amar todas as rosas!

Olá amores!

Dias atrás estava eu e alguns amigos conversando e chegou no tal do assunto: Acho que a gente precisa aprender a se amar mais.

 Já falei algumas vezes sobre não aceitar qualquer coisa para nossas vidas, certo? Não falo só para relacionamentos amorosos, mas para amizades também (principalmente acho).

Mas a real, é que ninguém fala sobre como aceitar algo bom para nós mesmos. Como sempre colocamos empecilhos na frente, como sempre achamos que aquela pessoa X é demais para nós. E como sempre temos a tendência ridícula de afastar as pessoas que poderão vir a gostar de nós, pelo simples fato de julgarmos que não merecemos aquilo.

É o meme:

A vida te oferecendo uma coisa boa: A
Você: Meu Deus, o que está acontecendo? Deve ser pegadinha. Cadê as camêras.

E gente, nem é só uma pessoa, relacionamentos e afins. É para situações também. Me lembra quando fiz minha primeira viagem internacional e eu nunca tinha andado de avião na vida, e ele começou a balançar demais (a tal da turbulência) e eu achei que iria acabar morrendo ali mesmo, por que era demais eu estar fazendo essa viagem. (loucura, né?) Mas é exatamente assim que pessoas que não se valorizam o suficiente se sentem.

Achamos que não merecemos nada!

Que não merecemos uma amizade sincera.
Que não merecemos alguém ao nosso lado.
Que não merecemos o amor que sempre ansiamos
Que não merecemos uma promoção.
Que não merecemos um trabalho melhor.
Que não merecemos qualquer outra coisa na qual queremos muito.

E a verdade meus amores, é que a gente merece o mundo. Só não merece sofrer, mesmo!

Eu tô aqui falando isso, mas passo por isso quase sempre também quando alguém se aproxima de mim. E se diz gostar de mim, eu já fico com os dois pés atrás. Pensando:“ meu deus, por que essa pessoa está falando comigo? O que ela quer?” Fico criando mil e uma paranoias na minha cabeça, tentando justificar o motivo pelo qual essa pessoa quer se relacionar comigo.

Acho que tenho medo que as pessoas se aproximem por que querem algo de mim, por interesse, ou pelo simples fato de serem más mesmo. E pelo que pude conversar com meus amigos, muitos têm esse sentimento. Não se sentem 100% confiantes que essa pessoa possa só gostar de você e queira se aproximar.

A onde foi que erramos com a nossa autoestima? Onde será que colocamos ela? Será que o nosso medo é tão grande, a ansiedade é tão dolorosa, que preferimos afastar quem gostamos, só pelo fato de não querer aceitar que aquela pessoa possa gostar da gente também?

O medo de se machucar é tão grande, que criamos uma barreira ao nosso redor, apenas para evitar que soframos.

Mas, essa barreira não funciona apenas contra pessoas ruins, mas sim com as boas. E nessa intenção, perdemos boas amizades e futuros relacionamentos para o medo. Escutamos tanto que é melhor evitar o machucado que tomar remédio, que levamos essa recomendação muito ao pé da letra.

Acredito que precisamos abrir um pouco mais essa barreira, deixar que a pessoa goste da gente por quem realmente somos. E mostrar para essas pessoas o que também sentimos. Ninguém está a salvo de sair machucado. Ninguém está a salvo de sofrer, mas é essencial passarmos por isso apenas depois. E não antes, né?

Claro que em teoria, tudo isso é muito fácil de falar e que fazer é algo completamente diferente.

Mas acho que vale a pena a tentativa, acho que vale a pena deixar se entregar independente de qualquer outra coisa.

 

Vou deixar vocês com esse texto:

É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou.

Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou,

Perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido.

Desistir de todos os esforços porque um deles fracassou.

 É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel.

 É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo.

 Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras.

Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força.

Para todo fim um recomeço!_- Zirtaeb Onamaac

 

Beijos

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Lari Azevedo

Larissa Azevedo, ou apenas Lari, nasceu em 1988, na cidade de São Paulo, onde ainda reside. Desde pequena é apaixonada por arte, cores e literatura. Formada em Design Digital, é diretora de arte em uma agência de Comunicação. Além disso, é colaboradora do blog Burn Book e, como fuga, lê todos os livros que pode, escreve e brinca no Photoshop nas horas livres.

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